A esporotricose em gatos deixou de ser um problema pontual e virou um caso de saúde pública no Brasil. Um boletim divulgado em 6 de agosto de 2026 revelou que o Paraná registrou 6.935 casos da doença em 2025, sendo 5.735 em gatos e 1.230 em humanos. Os números foram divulgados pelo Conselho Regional de Nutrição e reforçam a necessidade de informação e prevenção.
RESUMO DA NOTÍCIA
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A esporotricose em gatos acendeu alerta no Brasil: o Paraná registrou 6.935 casos em 2025, sendo 5.735 em felinos e 1.230 em humanos, conforme boletim de 6 de agosto de 2026. São Paulo também emitiu alerta em maio. Saiba identificar as feridas causadas pelo fungo Sporothrix brasiliensis, como prevenir a transmissão por arranhões e o que fazer diante de um diagnóstico. Confira o guia completo da Lígia e Seus Gatos.
A doença é causada por um fungo do gênero Sporothrix, e no Brasil a espécie mais comum é a Sporothrix brasiliensis, responsável por mais de 90% dos casos. A transmissão acontece principalmente por arranhões, mordidas ou pelo contato direto com feridas de gatos infectados. Por isso, os felinos são os principais vetores da doença, mas também as maiores vítimas.
Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu um alerta em maio de 2026 por causa do crescimento dos registros em vários municípios. Dados da Universidade de São Paulo mostram que 26 dos 27 estados brasileiros já confirmaram diagnósticos, com o Rio de Janeiro como epicentro da doença. Em 2023 foram registrados 1.239 casos no Brasil, e até junho de 2024 outros 945 foram notificados, o que caracteriza uma epidemia em expansão.
O principal sinal da esporotricose no gato é uma ferida na pele que não cicatriza. As lesões começam como nódulos firmes e evoluem para úlceras com secreção, podendo aparecer no focinho, nas orelhas, nas patas e na cauda. Se o seu gato tem qualquer ferida persistente, evite tocar sem proteção e procure um médico-veterinário o quanto antes. O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento.
O tratamento é feito com antifúngicos como o itraconazol, e pode durar de três a seis meses, tanto em gatos quanto em humanos. A médica-veterinária Nayara Cristina de Oliveira Fazolato, especialista em felinos, reforça que o tratamento não pode ser interrompido sem orientação, mesmo quando as feridas melhoram. Não existe vacina contra a esporotricose, nem para animais nem para pessoas.
A prevenção começa com a guarda responsável: gatos devem viver dentro de casa, sem acesso livre à rua. A castração também ajuda, pois reduz brigas e o contato entre animais. Durante o cuidado de um gato doente, use luvas e evite o contato das lesões com a pele. O fungo pode sobreviver por até dez semanas em superfícies como o aço inoxidável, mas é eliminado com água sanitária diluída e álcool.
É importante destacar que o gato não é o vilão da esporotricose. Abandonar um animal doente não resolve o problema e só aumenta a circulação do fungo. A recomendação de órgãos de saúde é tratar o felino, manter a casa limpa e procurar atendimento médico se você sofreu arranhões ou mordidas de um gato com feridas suspeitas.
Se você notou uma ferida no seu gato ou teve contato com um felino doente, procure orientação veterinária imediatamente. A informação salva vidas: com diagnóstico precoce, tratamento correto e prevenção diária, é possível proteger os gatos e as pessoas. A Lígia e Seus Gatos acompanha o tema e traz orientações para cuidar de quem você ama.
O sinal mais comum é uma ferida na pele que não cicatriza, começando como um nódulo e evoluindo para úlcera com secreção. Lesões no focinho, orelhas e patas merecem atenção. Leve o gato ao médico-veterinário para diagnóstico por exame laboratorial.
A esporotricose passa de gato para humano?
Sim, é uma zoonose. A transmissão ocorre por arranhões, mordidas ou contato direto com as feridas de um gato infectado. Pessoas com ferimentos na pele devem redobrar os cuidados e procurar atendimento médico em caso de contato.
Existe vacina contra a esporotricose?
Não. Atualmente não há vacina disponível para humanos nem para animais. A prevenção depende da guarda responsável, do controle de gatos de rua e do tratamento adequado dos animais doentes.
Como prevenir a esporotricose no gato?
Mantenha o gato dentro de casa, castre o animal, não incentive brigas e evite contato com gatos de rua. Se precisar cuidar de um gato com feridas, use luvas e higienize o ambiente com água sanitária diluída.
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