Buscas por adoção de animais cresceram 650% no Brasil, mas a maioria das devoluções acontece nos primeiros 3 meses. Entenda por que e como preparar o futuro tutor.
Buscas por adoção de animais cresceram seiscentos e cinquenta por cento no Brasil nos últimos cinco anos, segundo levantamento da Petzay com dados do Google Trends. O pico histórico da série aconteceu agora, em meados de dois mil e vinte e seis. Mas por trás desse número impressionante, existe um desafio que pouca gente enxerga: a maioria das devoluções de animais adotados acontece nos primeiros três meses de convivência.
A pesquisa “Panorama da Adoção no Brasil”, encomendada pela GoldeN e pelo Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo, mapeou os gargalos dos abrigos nacionais. O estudo revelou que setenta e um por cento dos abrigos avaliam que os adotantes possuem apenas um conhecimento básico, com lacunas relevantes, sobre guarda responsável. O responsável subestima, principalmente, a adaptação do animal e os cuidados veterinários.
Os números mostram que a preferência por filhotes é esmagadora: oitenta e um por cento dos adotantes escolhem filhotes, enquanto os animais idosos lideram a fila de espera, apontados por oitenta e seis por cento das instituições. Entre os gatos, o estigma recai fortemente sobre doenças como FIV e FeLV, que setenta e cinco por cento das ONGs apontam como barreira para a adoção.
Outro dado revelador é que cinquenta e nove por cento dos gatos que vivem em lares brasileiros foram adotados ou resgatados das ruas. Na prática, a adoção já é o principal caminho de chegada dos felinos a uma família. E gatos já são os mais adotados, com quarenta e um por cento, em relação aos cães, com trinta e dois por cento.
Esse movimento está ligado a mudanças na vida urbana. Apartamentos menores, jornadas de trabalho extensas e a busca por animais mais independentes favorecem a escolha por felinos. Mas a praticidade não pode overshadow os cuidados necessários. Consultas veterinárias prévias, orientação sobre adaptação comportamental e suporte nos primeiros meses são fatores determinantes para evitar devoluções.
Como transformar interesse em adoção responsável? 🔗
Para evitar devoluções, é essencial preparar o futuro tutor antes que o animal vá para casa. Isso inclui orientação sobre o período de adaptação, que pode durar semanas ou até meses, e esclarecimento sobre custos veterinários reais. Muitos adotantes subestimam os gastos com saúde e o tempo necessário para que o animal se sinta seguro no novo ambiente.
Uma parceria com abrigos e ONGs pode fazer a diferença. Programas de suporte pós-adoção, como consultas veterinárias subsidiadas e acompanhamento comportamental, ajudam a garantir que a convivência seja satisfatória para ambas as partes. Lígia e Seus Gatos, porque todo gato merece um lar permanente.
Essa notícia merece ser lida por mais gente. Compartilhe!