O primeiro caso de raiva em um gato em dez anos acendeu o alerta em Campinas, no interior de São Paulo. A confirmação aconteceu no fim de julho, e desde então a prefeitura realiza ações de bloqueio, vacinando felinos e cães de casa em casa na região do Cemitério da Saudade. O caso serve de alerta para tutores de todo o Brasil.
RESUMO DA NOTÍCIA
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Campinas (SP) registrou o primeiro caso de raiva felina em dez anos: uma gata contraiu a doença por contato com morcego. A prefeitura vacinou 180 animais no entorno do Cemitério da Saudade. Vacina antirrábica em dia, gato dentro de casa e telas de proteção são as principais medidas de prevenção. Confira o guia completo.
A gata infectada contraiu a chamada raiva paralítica, transmitida por morcegos. Só em 2026, a cidade já identificou quatro morcegos positivos para a doença. A transmissão para o gato acontece pelo contato com o morcego infectado, e o felino passa a ser um risco também para os humanos que convivem com ele.
A raiva é uma doença viral quase sempre fatal, que ataca o sistema nervoso central. Nos gatos, os sinais podem incluir mudança de comportamento, prostração, dificuldade de locomoção e alterações neurológicas. Por isso, qualquer contato do gato com morcegos ou animais de rua deve ser comunicado ao médico-veterinário imediatamente.
A boa notícia é que a raiva tem prevenção eficaz: a vacina antirrábica. Em Campinas, a vacinação gratuita segue disponível durante todo o ano na Unidade de Vigilância de Zoonoses, mediante agendamento. Em outras cidades, o tutor deve procurar a rede pública veterinária ou clínicas particulares para manter a imunização em dia, conforme o calendário do estado.
O caso de Campinas reforça uma orientação importante: a variante canina do vírus não circula no estado de São Paulo há mais de duas décadas, e as campanhas anuais foram suspensas desde 2022. Mas a vacinação de rotina continua recomendada, especialmente para gatos, que podem ter contato com morcegos em áreas urbanas.
Manter o gato dentro de casa é a primeira barreira de proteção. Além de evitar brigas e atropelamentos, o ambiente domiciliar reduz drasticamente o contato com morcegos e outros animais silvestres. Telas em janelas e varandas ajudam a impedir que morcegos entrem na casa e tenham contato com o felino.
Se você encontrar um morcego caído, debilitado ou morto, não toque no animal. A orientação é acionar o serviço de zoonoses da sua cidade e manter gatos e cães afastados do local. Para o tutor, a regra de ouro é simples: vacina em dia, gato dentro de casa e qualquer contato suspeito comunicado ao veterinário.
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A transmissão acontece principalmente pelo contato com morcegos infectados ou por mordidas de animais doentes. Por isso, o acesso à rua aumenta o risco.
A vacina antirrábica é obrigatória para gatos?
A vacinação é altamente recomendada e faz parte do calendário de imunização. Em muitos estados ela é gratuita nas Unidades de Vigilância de Zoonoses.
O que fazer se encontrar um morcego?
Não toque no animal. Acione o serviço de zoonoses da sua cidade e mantenha gatos e cães afastados do local até a remoção.
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