A pancreatite felina é uma inflamação do pâncreas muito mais comum do que se imagina e, por isso, uma das doenças mais subdiagnosticadas em gatos. O pâncreas produz enzimas digestivas e hormônios, como a insulina. Quando ele inflama, essas enzimas são ativadas dentro do próprio órgão e começam a digerir o pâncreas, causando dor intensa e comprometendo a digestão e o controle da glicose.
Os sinais da pancreatite em gatos são diferentes dos cães e costumam ser discretos. O sintoma mais clássico é a perda de apetite, que pode vir acompanhada de apatia, desidratação, perda de peso e vômitos, que nem sempre aparecem. Muitos gatos apenas ficam quietos, se escondem e param de se alimentar, e o tutor demora a perceber que algo está errado.
Qualquer gato que pare de comer por mais de vinte e quatro horas merece atenção imediata. A anorexia prolongada em felinos pode levar a uma complicação grave chamada lipidose hepática, em que o fígado é invadido por gordura. A combinação de pancreatite com lipidose é perigosa e exige tratamento intensivo, muitas vezes com internação. Além da falta de apetite, fique atento a apatia, esconderijos frequentes, dor abdominal e perda de peso silenciosa.
RESUMO DA NOTÍCIA
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A pancreatite em gatos é subdiagnosticada. Conheça os sinais discretos, o exame fPL, o tratamento de suporte e os cuidados para a recuperação do felino.
O diagnóstico exige avaliação veterinária com exame clínico, ultrassom abdominal e exames de sangue, especialmente o exame de lipase pancreática específica felina, conhecido como fPL. Esse exame é o mais sensível para detectar a inflamação do pâncreas em gatos. A dosagem de lipase e amilase tradicionais, usadas para cães, não é confiável nos felinos, o que explica muitos diagnósticos perdidos no passado.
O tratamento da pancreatite felina é de suporte: controle da dor, hidratação com fluidoterapia, medicamentos contra náusea e, principalmente, suporte nutricional. Em muitos casos, o veterinário recomenda sonda de alimentação para garantir nutrição sem estresse. O jejum prolongado, antigamente indicado, hoje é evitado porque atrapalha a recuperação e favorece a lipidose.
A causa exata da pancreatite felina nem sempre é identificada. Traumas, infecções, parasitas, intoxicações e outras doenças, como diabetes e inflamações intestinais, podem estar relacionados. A forma crônica é comum e pode levar à diabetes mellitus por destruição das células produtoras de insulina. Por isso, gatos com pancreatite devem ser monitorados a longo prazo.
A recuperação depende da gravidade e da rapidez do atendimento. Casos leves tratados cedo costumam ter bom prognóstico, enquanto casos graves com complicações exigem internação prolongada. Depois do episódio, o gato precisa de dieta de fácil digestão, refeições fracionadas e acompanhamento veterinário periódico. Gatos que sobrevivem podem levar uma vida normal, desde que os cuidados continuem.
O sintoma mais comum é a perda de apetite, seguida de apatia, desidratação e perda de peso. Vômitos aparecem em parte dos casos, mas não são obrigatórios, o que torna a doença difícil de reconhecer em casa.
Como saber se o gato tem pancreatite?
Só o veterinário pode diagnosticar, com base no exame clínico, ultrassom abdominal e exame de sangue de lipase pancreática específica felina, o fPL, que é o teste mais sensível para gatos.
Pancreatite em gato tem cura?
Casos leves tratados precocemente têm bom prognóstico e o gato pode se recuperar totalmente. Casos graves podem exigir internação, e a forma crônica precisa de acompanhamento contínuo.
Gato com pancreatite pode comer normalmente?
Sim, e comer é essencial para a recuperação. O veterinário indica dieta de fácil digestão e refeições fracionadas. Em casos graves, pode ser necessária sonda de alimentação.
Pancreatite em gatos pode causar diabetes?
Sim. A inflamação crônica pode destruir as células que produzem insulina, levando à diabetes mellitus. Por isso, gatos com pancreatite precisam de monitoramento constante da glicose.
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